Declaração do governo dos EUA: Os dois titãs do mercado de tecnologia desempenharam um papel importante na luta contra ataques como WannaCry, diz o governo dos EUA.

Tom Bossert, Fonte: REUTERS/Kevin Lamarque

Na terça-feira, a Casa Branca elogiou as duas empresas, Facebook e Microsoft, e outras também, por encerrar as operações de hacking da Coréia do Norte durante a última semana.

A revelação ocorreu durante uma conferência de imprensa em que Tom Bossert, conselheiro de segurança nacional do presidente Trump, acusou a Coréia do Norte de planejar o ataque de resgate de WannaCry no início deste ano. Funcionários dos EUA disseram que a WannaCry, que contaminou centenas de milhares de computadores com Windows em mais de 150 países, foi projetada para causar caos, em vez de ganhar dinheiro, como ataques do tipo Ransomware geralmente se destinam a fazer. A Microsoft encontrou evidências do papel da Coréia do Norte ao rastrear os ataques e enviar suas análises ao governo, disse Bossert.

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Mapa dos países mais afetados pelo ataque

Tanto a Microsoft quanto o Facebook agiram sozinhos na semana passada para continuar a luta contra hackers norte-coreanos, acrescentou.

“O Facebook tirou contas que impediram a execução operacional de ataques cibernéticos em andamento”, disse Bossert. “A Microsoft atuou para corrigir os ataques existentes, não apenas o ataque WannaCry.”

Atualmente tanto o Facebook como a Microsoft continuam trabalhando para minar possíveis ataques hackers a sua terra natal vindo de Pyongyang e outros locais.

“O anúncio de hoje representa um passo importante na ação do governo e do setor privado para tornar a internet mais segura”, disse Smith.

Jeanette Manfra, a secretária assistente de Segurança Interna da segurança cibernética e das comunicações, advertiu que os ataques estão se tornando muito mais sofisticados e que os governos terão que trabalhar com o setor privado.

Ela chamou o ataque da WannaCry de um “momento decisivo e inspirador”, porque levou muitas empresas a trabalhar com o governo para impedir que o ataque se espalhasse.

“Nós tornamos muito fácil para os atacantes operando de forma independente. Nossos adversários não estão distinguindo entre público e privado, e nós também não devemos”, disse Manfra. “Não podemos garantir a nossa pátria sozinha. Uma empresa não pode se defender sozinha contra um ataque de Estado-nação”.

De fato, é algo sem precedentes, tendo em vista que em raras ocasiões empresas privadas ajudam o governo de uma maneira tão direta. Claro, o interesse da Microsoft e do Facebook vão além da proteção do seus país, pois, como vimos acima, milhares de máquinas com Windows foram comprometidas e, ao eliminar os ataques, a empresa protege seus clientes, logo, seus interesses. O mesmo vale para o Facebook, porém, uma ação conjunta como essa merece destaque.

Fonte: cnet