O Pix foi desenvolvido pelo Banco Central, com o objetivo de deixar os pagamentos e transferências mais práticas entre usuários e companhias. O plano foi divulgado em fevereiro desse ano e poderá ser utilizado em novembro ainda este ano. Por isso, preparamos uma lista de 20 perguntas e respostas sobre o novo sistema de pagamentos do qual pode deixar o TED, o DOC e os boletos bancários obsoletos.

O que é PIX? Saiba mais sobre o novo sistema de pagamento!

1. O que é o PIX?

No geral, o Pic é um sistema de pagamentos que tornará possível transferências a qualquer momento ou dia (mesmo em feriados, como o Ano Novo) para usuários, companhias ou entidades governamentais. Se parece com mensagens de texto instantâneas, mas com dinheiro.

Além disso, para isso, será necessário conhecer somente uma das chaves de quem irá receber, ler o QR Code ou utilizar o NFC para pagamentos sem contato.

2. Quando poderei utilizar o PIX?

As chaves terão a possibilidade de ser cadastradas a partir do dia 5 de outubro deste ano. No entanto, a forma de pagamento só irá funcionar a partir de 16 de novembro. É um período um pouco maior que um mês para que esteja tudo preparado antes do começo das transações.

3. Qual o preço do PIX?

Para pessoas físicas o valor para utilizar o PIX é gratuito. No entanto, instituições bancárias podem colocar preço na operação. Além disso, para companhias (pessoas jurídicas) existe uma taxa no serviço.

4. Pix é um app?

Não, o Pix é um sistema que será adiciona nos outros apps de pagamentos ou bancos.

5. O que são as chaves?

Chaves trabalham como nicknames (como um nome de usuário em uma rede social) para tornar mais fácil a transferência ou pagamento através do PIX. Além disso, em vez de decorar e inserir o código do banco, agência, número da conta e CPF/CNPJ, o pagador só necessita indicar uma chave de quem receberá a operação.

A chave pode ser:

  • E-mail;
  • Número de telefone;
  • CPF;
  • Sequência aleatória gerada pelo Banco Central.

Por fim, perceba que uma chave já inserida a uma conta bancária não terá permissão para ser utilizada em outra instituição financeira. Além disso, as chaves também podem ser opcionais, os pagamentos tem a possibilidade de serem realizados ao digitar as informações da conta do recebedor. No entanto, o Banco Central afirma que pode levar mais tempo do que utilizar as chaves.

6. Posso trocar minha chave para outra instituição financeira?

Sim. Será possível de realizar a troca da chave. No entanto, a mudança das chaves só irá funcionar das 8h às 20h, em qualquer dia. Além disso, isso se difere dos pagamentos, que podem ser realizados em qualquer hora.

7. E se eu trocar de e-mail ou número de telefone?

Será necessário cadastrar os novos e-mails ou números como chaves e deletar as antigas no gerenciador de chaves da instituição financeira que utiliza.

8. E se alguém já estiver utilizando um e-mail meu como chave?

Há a possibilidade de realizar uma reivindicação de uma chave, no app da instituição que quer cadastrar, desde que seja provada a propriedade do e-mail. Além disso, a mesma coisa vale para outros tipos de chave (número e CPF).

9. Há um limite de chaves?

Para pessoas físicas, é possível cadastrar até cinco chaves em uma conta. No entanto, quanto a pessoas jurídicas, é possível cadastrar até vinte chaves por conta.

10. E se eu não desejar adicionar meu e-mail ou número de celular?

Caso você não queira informar alguns dados, será possível utilizar uma sequência aleatória de chave para o Pix. Será um conjunto de números, letras e símbolos que irá identificar a conta recebedora. Dessa forma, é possível obter mais privacidade e não dar informações pessoas. Em contrapartida, é mais fácil que ocorram falhas no pagamento.

11. Como são realizados os pagamentos?

Os bancos e fintechs necessitam incluir o Pix no próprio app, para ativar o pagamento ou transferência. Além disso, companhias com mais de 500 mil usuários terão obrigatoriedade de utilizar o sistema.

No app, basta indicar uma das chaves do contato, indicar o valor e finalizar a transferência.

Também haverá a possibilidade de pagar por QR Code (posicionando a câmera do smartphone para ler o código) ou por NFC, para dispositivos que têm a tecnologia. No entanto, claro, dependerá da inclusão das companhias.

12. É possível pagar qualquer coisa?

Caso o recebedor trabalhe com o Pix, sim.

13. É necessário ter uma conta no banco para pagar e receber?

Não. O Pix funcionará também com fintechs como o PicPay e Mercado Pago, conhecidos como carteiras digitais. Dessa maneira, quem possui conta em banco poderá encaminhar para alguém no PicPay, ou o contrário.

14. E se encaminhar um Pix para o usuário errado?

O pagador precisará conferir as informações (valor e recebedor) antes de finalizar a transferência. No entanto, após a operação ser finalizada, não será possível estorná-la ou cancela-la. Uma opção será dialogar com o destinatário e solicitar pela retorno.

15. É possível cancelar um Pix?

Depois de finalizar, não será possível cancelar ou pedir estorno do dinheiro. Embora o destinatário tenha a opção de enviar de volta os valores.

16. O TED e o DOC continuarão a existir?

Não. No entanto, com o Pix, TED e DOC serão mais obsoletos. Além disso, os motivos principais para isso são a demora e as restrições na operação e na usabilidade. Além disso, esses modos precisam digitar muitos dados do destinatário.

17. Como o Pix se difere do TED ou DOC?

O Pix não possui limitações de horários e o valor é transferido instantaneamente, enquanto no TED e no DOC pode demorar um dia útil. Além disso, para usar o Pix não é necessário ter uma conta em banco e pode ser realizado por meio de carteiras digitais. Por fim, basta uma chave para transferir com o Pix, sem ser necessário indicar banco, agência, número da conta e CPF do destinatário.

18. Possui saque?

A partir do ano que vem haverá a possibilidade de realizar saques até mesmo em estabelecimentos comerciais, como uma loja de vestuário. Por fim, o atendente gera um QR Code, a pessoa realiza o pagamento e tira o valor em espécie.

19. O Pix é seguro?

Sim. Os dados são protegidos por causa do sigilo bancário. Dessa forma, como as transferências via TED e DOC. Além disso, há a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As operações também irão ser criptografadas.

20. Por que utilizar o Pix?

O Pix deixará mais fácil o pagamento para quem paga ou recebe, por ser uma forma de pagamento imediata, prática e grátis (ao que tudo indica). Além disso, será obrigatório em todas as instituições financeiras com mais de 500 mil usuários.

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